Faz tempo…

Oi, pessoal! Faz tempo que eu não aparecia por aqui, né?

Bom, algumas coisas aconteceram enquanto estive fora. A primeira delas é que meu livro Herdeiros das Trevas está em pré-venda pela editora ronin. Vou deixar o link para compra:

https://editoraronin.com.br/produtos/herdeiros-das-trevas/

Sinopse: Em uma terra onde os Deuses venceram os Titãs, não há espaço para a magia de Érebo, representante da escuridão e das trevas. Tendo que ocultar a poderosa força que possuem, seus descendentes Milos e Hallos acabam tendo que desbravar a península ascariana para encontrar seu lugar no mundo. 
Agora, Hallos faleceu e um conflito entre seus herdeiros está para começar.
Numa batalha onde a motivação é o que menos importa, irmão luta contra irmão e tio contra sobrinho. Quem irá vencer a guerra pelo território halloriano?

A segunda coisa que aconteceu é que lancei Loucura e Perversidade na Amazon em e-book. Fiz isso após encomendar uma nova capa e fazer uma revisão minuciosa.

Sinopse: Loucura e Perversidade traz a história de Viktoria, uma mulher de 30 anos, médica, cuja família é disfuncional e tóxica. Ao longo de sua vida, ela sofre diversos tipos de abuso: psicológico, físico e sexual. Tudo isso dentro de casa. Seu psicológico acaba marcado por tais abusos e ela cresce se sentindo deslocada.

Para se vingar do abusador, Viktoria planeja por anos e chega a extremos. Contudo, ela não sente culpa depois da vingança, apenas se sente sem propósito. Ela acredita que sua vida precisa de uma redenção.

Acompanhe sua trajetória de altos e baixos, momentos de sanidade e loucura, bondade e perversão de uma personagem cinzenta e complexa.

Enfim, estive ocupada com esses lançamentos e em breve teremos mais. Fiquem ligados!

Book Proposal – como fazer

  1. Título e Subtítulo
  2. Índice (pode ter ou não)
  3. Overview: pequena introdução do livro, pitch
  4. Público-alvo: descrição do público
  5. Biografia do autor: no máximo 2 parágrafos
  6. Plano de marketing
  7. Títulos semelhantes
  8. Charpter outline: 1 a 2 parágrafos do que acontece em cada capítulo
  9. Charpter sample: enviar alguns capítulos na íntegra

*Lembrar: seja direto, conciso e realista

Criei um canal no YouTube

Sim, por incrível que pareça, eu criei um canal no YouTube. Fiz isso, pois minhas resenhas são longas demais para o Instagram. No canal, eu decidi falar sobre escrita, livros e k-pop, claro. Afinal, o que é a vida sem música?

Já faz tempo que não escrevo nada por aqui. Eu me justifiquei meses atrás dizendo que estava escrevendo meu livro, o que era verdade e continua sendo. Terminei meu livro e agora estou escrevendo o próximo.

Inclusive, meu primeiro livro de fantasia Herdeiros das Trevas está em pré-venda agora no site da Editora Ronin (www.editoraronin.com.br)

Trata-se de uma fantasia épica, estilo capa e espada, com muita intriga política. Até agora, tenho recebido ótimos feedbacks dos parceiros e estou muito feliz. Mal vejo a hora de ter o Herdeiros das Trevas em mãos.

Meu trabalho tem andado tumultuado, por isso o texto de hoje será rápido. Chequem meu canal no YouTube e me digam depois o que acharam. (Escritoranda).

Até a próxima!

O Abandono

Há algum tempo, participei de um concurso de escrita. Infelizmente, não consegui ficar entre os finalistas, mas fiquei feliz com o resultado do texto, considerando que só tive dois dias para escrevê-lo. Então, coloco-o aqui para leitura:

Uma tarde de abril, logo após o almoço, meu marido me comunicou que queria me deixar. Fez isso enquanto tirávamos a mesa, de forma casual, como se falássemos do tempo. Tirou toda e qualquer possibilidade de resposta, pois sabia que eu estava atrasada para o trabalho. Apesar disso, eu paralisei com o prato na mão por alguns segundos, deliberando entre brigar ou fugir, até ouvir uma voz interna dizer “anda, depois do trabalho você resolve isso”. Então, deixei o prato na pia e disse no tom mais neutro que consegui:

— A gente conversa a noite.

Eu era assim: trabalho acima de tudo. Com pais divorciados, vivi na pele o que acontece quando a mulher não é financeiramente independente. Minha mãe nunca terminou os estudos, pois casou-se muito cedo. Viveu para casa até que meu pai foi embora e teve que batalhar muito para criar os dois filhos depois da separação. Ela sempre dizia: “nunca deixe de trabalhar por um homem”, e “nada é mais importante que a carreira”. Eu cresci ouvindo e acreditando nisso. Quando estava namorando, já deixei bem claro que nunca deixaria de trabalhar, mesmo se engravidasse. Meu marido ou futuro ex-marido, já não sei mais, parecia compreender.

O que teria motivado sua súbita vontade de me deixar? No trabalho, tentei não pensar nisso e concentrar-me nas pessoas, mas era difícil. Sempre que um casal chegava, já pensava “por quê? Por que relacionamentos acabam?” Estava nesse estado de inquietação, atendendo telefones e pacientes que chegavam para o consultório de Dr. Foyle. Trabalhava como secretária de sua clínica, um pequeno conjunto na movimentada Avenida Paulista. Estava lá há 6 anos e o trabalho era como minha primeira casa. Passava mais tempo lá do que em casa, mas isso nunca fora um problema.

Meu marido dizia que admirava mulheres como eu, decididas e independentes. Será? Alguns namorados haviam terminado comigo justamente por causa disso. Eu era independente “demais”, não precisava de um homem, diziam. Queria dizer que eu não precisava mesmo de um provedor, mas sim de um companheiro, porém as palavras sempre ficaram presas em minha garganta. Hoje percebo que era orgulho. Não queria admitir que precisava de alguém, pois isso me deixaria vulnerável, fraca. E fracos não têm lugar no mundo. 

Minha mãe trabalhou em todo tipo de emprego para nos sustentar. Fez questão que eu e meu irmão estudássemos e tivéssemos uma formação, por isso, eu não aceitaria ser um troféu. Não fui criada para ser um acessório de homem. Eu deveria ser autosuficiente. Casei, sim, mas só porque encontrei um companheiro, ou achei que tivesse encontrado. 

Conheci meu marido no curso de datilografia. Não foi amor à primeira vista. Ficamos amigos e dessa amizade nasceu o amor. Éramos parecidos, tínhamos os mesmos gostos e hobbies, compartilhávamos a mesma visão de mundo. Ele era diferente de todos os homens que conheci antes, mais maduro e seguro de si. Era exatamente o que eu precisava. Agora, o que faria sem ele?

O trabalho passou como um borrão e voltei para casa. No caminho, desacelerei algumas vezes, com medo da conversa que me aguardava. Eu sabia que não adiantava postergar o inevitável, mas quem sabe ele não havia mudado de ideia? Essa possibilidade tentava acalmar meu coração palpitante, mas eu também sabia que isso era improvável. Meu marido não era do tipo impulsivo. Não, ele pensou bastante antes de sugerir me deixar.

Em frente à casa, parei. Quase bati na minha própria porta, mas me contive. Coloquei a chave na fechadura e girei, já com falta de ar e o coração na garganta. Quando entrei, percebi que tinha sido estúpida. Ele não estava mais lá. Fora embora, levando todos os seus pertences. Na sala, o videogame havia sumido. Corri para o quarto só para ver metade do armário vazio. Até o box e a pia do banheiro, tudo estava pela metade. Não entrei em um desespero frenético como imaginei que ficaria. Só pude sentar ali mesmo no piso frio do banheiro e chorar. Senti-me patética, mas chorei compulsivamente até ficar exausta e deitar no chão frio. 

Estava completamente abandonada e sem esperanças. Por quê? A pergunta martelava em minha mente. O que eu fiz de errado? Ou o que deixei de fazer? Teria me enganado? Será que ele dizia uma coisa, mas na verdade queria outra? Os pensamentos foram se tornando cada vez mais nebulosos até que adormeci. Acordei menos de uma hora depois, rangendo os dentes de frio, e fui me arrastando para a cama. 

Acordei com o despertador tocando como quem acorda de um pesadelo. “Pronto” pensei. “Hoje é um novo dia e tudo não vai ter passado de um sonho”. Mentira. Ao abrir os olhos e ver o travesseiro vazio ao meu lado, senti uma pontada no peito. Não poderia me dar ao luxo de viver a dor do abandono, por isso, levantei e fiz o café como de costume. No meio do processo, lembrei-me que não fazia isso por mim, fazia isso para ele. Afinal, meu trabalho começava a tarde. Era ele quem saía de casa cedo. Tive raiva de mim mesma, raiva dele, mas decidi tomar o café como se fosse apenas mais um dia normal. Ia ignorar sua ausência até que ela desaparecesse, parasse de doer. Um dia ia parar, afinal o tempo cura todas as feridas.

Enquanto tentava me convencer disso, ouvia a voz da minha terapeuta dizendo: “não é assim que funciona”. Ignorei. Não me importa como funciona. Eu preciso continuar. Apenas. Nunca precisei de homem nenhum, nem para me sustentar, nem para servir de consolo. Sempre me bastei. Continuo me bastando. Sou uma mulher moderna, autossuficiente. Relacionamentos acabam. Acontece nas melhores famílias. É assim. 

“Encare suas sombras” continuou a voz. Estou encarando, pensei comigo. Estou encarando a realidade, pois em breve as contas chegam e eu preciso trabalhar. Ainda bem que não tivemos filhos. Isso foi algo que sempre tive claro. Não queria fazer meus filhos passarem pelo mesmo que eu passei, então, nunca quis ser mãe. Talvez isso fosse apenas mais uma forma de me isolar e, no meu isolamento, fingir que me basto. 

“O ser humano é sociável” disse a voz. Não, isso não se aplica a mim. Eu sempre fui antisocial. A psicologia precisa avançar mais, afinal quem sabe agora o ser humano já evoluiu a ponto de não mais depender de interações sociais? Acho que é isso. A resposta é que não preciso de ninguém. Mentira. Com quem vou conversar agora sobre as séries do Netflix? Sobre livros? Quem vai me dar um lenço quando eu chorar assistindo a um filme?

Ao menos, foi uma separação tranquila, sem choro, sem escândalos. E pelo menos, ele avisou, não foi embora para comprar pão e nunca mais voltou. Certo? Errado. Não existe “pelo menos”. Quero matá-lo, quero vingança. Desejo que ele sofra, assim como estou sofrendo. Onde estaria agora? O que estaria fazendo? Como foi que aquele cretino teve a coragem de me deixar assim, sem mais nem menos?!

Ouço o telefone tocando e corro para atender, mas não é ele. Claro que não. Por que me ligaria? É apenas engano. Penso em ligar, mas diria o que? “Por que fez isso comigo?” como uma carente? Não, eu tenho orgulho próprio. Até demais, talvez. Pode ser que meu orgulho tenha acabado com meu casamento, afinal, quantas coisas não deixei de fazer ou falar por causa dele? Não, estou apenas tentando justificar o injustificável. Ele é o errado, eu sou a vítima. É isso.

Quem eu quero enganar? Sei que tenho culpa, mas não posso admití-la. Não agora. Essa é a hora em que posso sofrer, chorar, xingar. Não posso gritar com ele, mas tenho o direito de ter pena de mim, ao menos por um dia. O desgraçado nem permitiu que eu brigasse. Toca o telefone de novo. É a operadora. Resolvo mandar mensagem. Nada. Sem resposta. O que eu esperava? Uma explicação? A razão do abandono? Eu devia saber que ele não me daria, afinal, meu pai também nunca me deu. Eles são assim: covardes. 

Pensando agora, como pude me envolver com alguém tão parecido com meu pai? Será que estou em um ciclo vicioso? Será que fui programada para ser abandonada? Bobagem! Provavelmente só preciso trabalhar, como minha mãe fez. E a vida segue, como sempre seguiu.

Voltei para o plantão

Viver de escrita é complicado, então voltei a dar plantão. Eu já falei isso antes, mas detesto plantão. Hospital já é um lugar que, só o fato de estar lá, já suga sua energia, mas trabalhar em um é mais exaustivo. Sinto que estou sendo drenada por dementadores invisíveis e não há um patrono para me ajudar.

Por ora, estou aguentando bem e espero continuar assim, afinal também tenho contas a pagar, boletos chegando etc. Já decidi também que vou passar o recesso no hospital, já que início de ano sempre tem muitos gastos.

Desejem-me sorte!

Tenho andado cansada…

Quando eu reclamava de cansaço, minha mãe costumava dizer que nunca vira nada igual, tão jovem e tão cansada, pois “na sua época” conseguia fazer muito mais e blá-blá-blá. Então, para respondê-la, eu dizia que já tinha nascido cansada, o que não é mentira. Meu parto demorou muitas horas e só sai com fórceps. Ou seja, nasci cansada. Por isso, tenho a desculpa de ser cansada.

Ultimamente o que anda me cansando é a quantidade de coisas para fazer. Parece uma progressão geométrica: eu resolvo uma coisa e surgem várias outras. Estou cansada das faculdades, dos trabalhos, da produção incessante de conteúdo…

Agora, eu nem acho mais ruim criar posts ou fazer vídeos. O problema é o tempo que isso ocupa na vida. Às vezes, eu passo horas pensando e produzindo um post e ninguém dá muita bola. Outras vezes, eu posto algo feito em cima da hora e as pessoas curtem. É estranho…

Além das faculdades, trabalhos e da escrita, tenho feito o curso da Authoria, chamado Método Autor de Sucesso. É bem bom, eu recomendo! Para quem já assiste as lives e já sabe quem é Authoria fica mais fácil acompanhar as aulas, mas mesmo para leigos no mundo da escrita (como eu), o conteúdo é bem didático.

Além disso, estou fazendo a mentoria da editora Ronin. Para quem não conhece, é uma editora nacional, de Brasília, que publica autores nacionais. Olha que legal! Eles também oferecem esse programa de mentoria, que agora está na segunda turma. Tive a minha na semana passada e funciona assim: eu mando o manuscrito para eles, que leem e me chamam para um bate-papo de 1 hora. Nessa reunião, nós discutimos o texto, tiro dúvidas, eles reforçam os pontos positivos e falam a respeito dos pontos que podem ser melhorados no texto.

Confesso que eu estava preparada para receber várias críticas, pois o manuscrito que eu mandei foi o último livro que escrevi e que ainda não decidi o título. Eu ainda não tinha revisado, nem enviado para revisão, então a chance de erros era enorme. MAS… Não estava mandando um original para publicar, apenas um manuscrito para ser analisado. E eles mesmos tinham falado que tudo bem o texto não estar concluído ainda.

Para minha surpresa, eles elogiaram bastante o manuscrito, o que foi ótimo, pois renovou minhas energias semana passada. Nessa semana, porém, já me sinto cansada de novo. Por que será que somos tão inconstantes? Uma hora acho que tudo vai dar certo; em outra, acho que sou a pior escritora do mundo… Que coisa mais louca!

Para piorar, tive uma ideia muito genial de ler um capítulo por dia no mês de outubro de Drácula para os meus seguidores no Instagram. Muito genial, porque era para ser uma leitura coletiva, mas se transformou em uma leitura individual transmitida, pois alguns disseram que não podiam acompanhar a leitura de quarta a noite. O problema é que os capítulos são longos e eu não tinha conferido esse detalhe…

Quando eu li Drácula, foi tão fluido e rápido, que, na minha memória, era um livro curto. Não tinha essa lembrança dos capítulos serem longos. Enfim… Difícil… Tenho dividido os capítulos em 3 partes, porque agora o IG só aceita vídeos de até 15 minutos. Resumindo, ando cansada…

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